Transfeminismo

Transfeminismo

Baseado em 7 avaliações
  • 36 Alunos matriculados
  • 01 Hora de duração
  • 7 Aulas
  • 1 Módulos
  • Certificado de conclusão
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Dr.
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Este curso trará um resumo do livro “Transfeminismos”, escrito pela professora Letícia Nascimento e que faz parte da coleção Feminismos Plurais.

"E não sou eu uma mulher". Essa é uma frase bastante marcante pra mim, de certo modo, durante toda minha trajetória, durante toda minha infância, essa pergunta, ela sempre esteve lá, mesmo na adolescência, na idade adulta, implicitamente eu me perguntava: "E não posso ser eu uma mulher?", "Eu não posso ser uma mulher?", "Porque não posso ser uma mulher?".  E pra mim, essa ideia parecia sempre louca, impossível, porque a sociedade normatizou dois únicos tipos de gênero baseado nas nossas diferenças sexuais, e a sociedade, desde a minha infância, me dizia que eu deveria ser um menino. E eu me questionava: "E não posso ser eu uma mulher?". 

Essa frase "E não posso ser uma mulher?" É inspirada no discurso de Sojourner, que ela proferiu em Ohio, em 1851, nos Estados Unidos, no qual ela se questiona: "E não sou eu uma mulher?". E aí eu coloco o "posso" nessa questão para enfatizar as relações de poder, não que elas não estivessem demarcadas na frase de Sojourner, eu entendo que Sojourner entendia, percebia, que as relações de poder determinavam lugares diferentes entre mulheres brancas e mulheres negras, mas eu quero dar uma ênfase nessas relações de poder para que nós consigamos entender o que são as relações de poder que determinam quem pode e quem não pode ser uma mulher, ou ser um homem e mais, essas relações de poder, elas demarcam inúmeras assimetrias sociais entre diferentes mulheres e diferentes homens. Então, não é apenas uma permissão ao fato de nós sermos ou não homens e mulheres, existe todo um jogo de hierarquias sociais que são construídas entre esses lugares que nós ocupamos socialmente.

E aí, no livro eu queria destacar uma parte para que a gente pudesse fazer uma leitura: "Eu vivia em um lugar que para muitos é um não lugar, mas era um mundo só meu, não estava em nenhuma margem do rio, eu pensava que só poderia existir uma margem para o gênero masculino e outra para o gênero feminino. Rompendo com essa realidade, eu escolhi ser o próprio rio, que corria veloz para além do vale, para um lugar onde se fazer era possível, no confronto com algumas regras impostas."

Eu transgredi as fronteiras do gênero masculino, do gênero feminino, como tantas outras irmãs travestis, mulheres transexuais, homens trans, trans masculinos e pessoas não-binárias, que há uma imposição a esse gênero, que precisa corresponder a uma determinada anatomia sexual, isso não é algo natural, é uma construção sócio-histórica, como nós conseguiremos perceber ao longo deste curso.

E neste livro Transfeminismo, este curso Transfeminismo, nós iremos falar fundamentalmente sobre a presença, a participação, de travestis, transexuais e mulheres transexuais dentro do Transfeminismo.

Tempos não tão distantes colocavam apenas as ONG´s e instituições no embate contra a opressão, seja ela qual for. Essas instituições construíram por anos e anos um trabalho histórico de movimentos das mais diversas formas de preconceito, não só de raça, mas de classe social, gênero e orientação sexual. 

Essa plataforma vem para apoiar a disseminação de conteúdo crítico intelectual, colaborando assim com o advento da educação, conscientização e transformação da sociedade.

Dessa forma ela destina-se a todas as pessoas que buscam um espaço democrático para a educação antirracista, em prol da construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Letícia Carolina Pereira do Nascimento
"Letícia Nascimento é mulher travesti, negra e gorda. Filha de Xangô no Candomblé Ketu e de Cabocla na encantaria da Jurema. Leonina com lua em capricórnio."


Pedagoga e Professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Doutoranda em Educação (UFPI). Autora do livro Transfeminismo, na Coleção Feminismos Plurais coordenada por Djamila Ribeiro. Vinculada ao NEPEGECI/UFPI; RIMAS/UFRPE; POCs/UFPEL. Pesquisadora vinculada a ABPN e AINPGP. É ativista social atuando como co-fundadora e articuladora do Acolhe Trans e junto a coordenação executiva nacional do FONATRANS. Em suas investigações a ativista produz cartografias entre corporalidades transvestigêneres e/ou negras a partir de perspectivas mestiças de encontros entre ideias decoloniais, feministas e da filosofia da diferença.


Após término do curso, emita seu certificado online. Ele aparecerá no canto superior, na página do curso, ou no menu inicial (ao lado da sua foto de perfil), na opção "Meus certificados".


Confira algumas dúvidas mais comuns sobre a emissão e validade do certificado:

  • Meu certificado emitido através deste site tem validação do MEC? 

Os cursos autorizados pelo MEC são de Graduação e Pós-Graduação e as Secretarias Estaduais de Educação autorizam cursos técnicos profissionalizantes e do ensino médio. Cursos online são classificados, por lei, como cursos livres de atualização ou qualificação, ou seja, não se qualifica como graduação, pós-graduação ou técnico profissionalizante. 

Os Cursos Livres passaram a integrar a Educação Profissional, como Nível Básico após a Lei nº 9.394 - Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Essa é uma modalidade de educação não-formal com duração variável, a fim de proporcionar conhecimentos que permitam atualizar-se para o trabalho, sem exigências de escolaridade anterior. 

Educação é um direito de todos e é um incentivo a sociedade, previsto por lei na Constituição Federal.  É com essa base que trabalhamos, incentivando a educação. Os cursos livres e os certificados têm validade para fins curriculares e certificações de atualização ou aperfeiçoamento, não sendo válido como técnico, graduação ou pós-graduação. 

  • Meu certificado é aceito pelo CREA, CRC e CRM? 

Conforme explicado acima, nossos cursos são de nível básico e livre, ou seja, servem para atualização e qualificação. Todos esses órgãos são de nível superior.

(Fontes: Secretaria de Educação de São Paulo e ABED)

Conteúdo Programático

  • 1. Aula 1 - "E não sou eu uma mulher?"
  • 2. Aula 2 - Do conceito de gênero à pluralização das sujeitas do feminismo
  • 3. Aula 3 - Mulheres Transexuais e Travestis: The Outsiders Non Sisters
  • 4. Aula 4 - Transfeminismo: Tensionando Feminismos e Além
  • 5. Aula 5 - Cisgeneridade, Despatologização e Autodeterminação: Nós por Nós Mesmas
  • 6. Aula 6 - Corporalidades Transgêneras: Autodeterminação como insurgência ao sistema
  • 7. Aula 7 - Transfeminicídio

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